O plágio nos trabalhos acadêmicos

O plágio, palavra que etimologicamente deriva do latim plagiu, é o ato de alguém apresentar com sendo de sua autoria uma obra de qualquer natureza que contenha partes de uma que pertença a outra pessoa sem fazer o dévido crédito do autor original. Portanto, “o plágio se caracteriza pela apropriação de idéias ou palavras de outrem sem o devido crédito” (JARDIM, 2009), mesmo que ainda sendo um uso acidental. Em resumo, o plagiador se apropria, de forma indevida, da intelectual de outra pessoa, fazendo-se passar por seu autor, toma prá si o que é de outro.
O plágio nos trabalhos escolares, da Educação Básica até mesmo à Pós-graduação stricto sensu, virou como que uma rotina. E não que os “copiautores” sejam novidade. Afinal, como brinco ainda que a questão seja séria, a Enciclopédia Barsa já foi uma espécie de “ghost- writer” de muito estudante.
Mas, evidentemente que com a internet, que ampliou exponencialmente as fontes de informação, e com o buffer do teclado dos computadores, que permite o CTRl+C e CTRL+V, essa prática tornou-se quase uma praga, um problema com o qual professores têm que lidar em sala de aula quase cotidianamente.
A questão do plágio na escola passa por vários aspectos. Desde um debate ampliado sobre aspectos éticos e direitos de propriedade intelectual até mesmo pelo fato de que muitos professores solicitam aos estudantes trabalhos que na verdade não lhes constituem desafios, ao abordarem questões que estão disseminadas e sobre as quais textos estão disponíveis.
Penso que uma forma de reduzir a possibilidade do plágio está em trazer o tema que será abordado no trabalho para o contexto da sala de aula, para questões que surgiram no contato cotidiano dos professores e alunos.
Outra estratégia, possível em um TCC, uma monografia, dissertação ou tese, está no acompanhamento periódico da produção do aluno pelo professor orientador. A chegada rápida de um texto completo, que não reflita os diálogos frequentes entre orientador e orientando, deveria colocar o primeiro com pulgas “atrás da orelha”.
Meu convencimento, é claro, é que nada impedirá o plágio, ainda que existam hoje vários software para sua detecção, nem sempre usados porque onerosos para os professores e muito raramente “bancados” pela escola, ao menos na realidade brasileira.
Por outro lado, para facilitar a disseminação do plágio existe hoje uma verdadeira “indústria da produção de trabalhos escolares” – com anúncios na internet vendendo a elaboração de textos para que não tem tempo ou mesmo competência para fazê-lo ou ainda oferecendo milhares de textos prontos. E, não raro, aquele que os encomenda nem sempre tem o cuidado – ou o tempo necessário – para verificar se o trabalho, produzido por outro como se fosse seu, não é na verdade o plágio da obra de um terceiro.
Plágio é questão séria, com a qual a maioria das escolas ainda lida mal.
Mas plágio, ainda que sério, é motivo para um divertido vídeo [Et Plagieringseventyr, original norueguês disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Mwbw9K] que, com a valiossísima colaboração da professora Lorena Tárcia,  legendamos em  português.

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