Escola e inovações

Enillton Ferreira Rocha, no grupo “EaD, além da pedagogia e da euforia”, no Facebook, instiga o pensar ao afirmar: “Incrível como a compreensão da inovação pedagógica, na maioria dos modelos que conheço, ainda não saiu do entorno das tecnologias educacionais… Estaríamos olhando a inovação pedagógica apenas como resultado do avanço tecnológico?“.

Quando olhamos as formas de utilização das tecnologias digitais da informação e comunicação [TDIC] na educação dita presencial e mesmo na EaD, na modalidade on-line, a não ser que sejamos extremamente complacentes, não veremos sequer a inovação pedagógica.

O que vemos, ainda que vendidas na embalagem da (pós)modernidade, são as velhas práticas, agora assentadas em novas tecnologias. É a inovação conservadora da qual tratou muito bem o Paulo Gileno.

A inovação tecnológica é elemento a ser levado em conta na escola, mas não será o determinante da inovação pedagógica. A inovação pedagógica tem razão de ser na melhoria das propostas de formação, envolvam ou não inovações de base tecnológica.

Aquele que consegue vislumbrar inovações pedagógicas poderá entender como (bem) incorporar – curricularmente – as inovações tecnológicas. Aquele que vê as inovações tecnológicas necessariamente não vislumbrará, a partir delas, as inovações pedagógicas.

O pensamento que deve se modificar inicialmente é o que dá sentido à ação pedagógica. O que deve mobilizar inicialmente o educador é a convicção da necessidade da inovação pedagógica. A partir daí a inovação tecnológica se ajustará, naturalmente, naquilo que couber. Até porque haverá momento e circunstância nos quais ela não caberá.

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Uma resposta to “Escola e inovações”

  1. Enilton Ferreira Rocha Says:

    Amigo Simão,
    Tenho absoluta certeza que a sua contribuição apresentada neste texto nos ajudará, especialmente a galera do nosso grupo no FB, a compreender o verdadeiro sentido da inovação pedagógica na educação. Gostei particularmente do trecho: ” O pensamento que deve se modificar inicialmente é o que dá sentido à ação pedagógica. O que deve mobilizar inicialmente o educador é a convicção da necessidade da inovação pedagógica. A partir daí a inovação tecnológica se ajustará, naturalmente, naquilo que couber. Até porque haverá momento e circunstância nos quais ela não caberá.”
    Penso que não há possibilidade do inovar pedagógico se não houver primeiro ” a convicção da necessidade da inovação”; se inovamos pelo viés do artefato tecnológico…ignorando contextos e restrições que vão além da “devoção tecnológica”.
    Grande abraço!
    Enilton

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