Novas tecnologias: resistência e submissão

Jarbas Novelino Barato, em seu blog Boteco Escola, assim inicia um post do qual, aliás, eu colei o título deste meu post: “Há uns dois meses, um amigo do CNE me pediu para ler e escrever algumas considerações sobre uma lista de objetivos propostos ao MEC para orientar ensino-aprendizagem de atitudes no campo da educação profissional e tecnológica. A lista era bastante problemática, incluindo muitas expectativas que refletiam uma visão acrítica de valores.

O que o Jarbas discute é a necessidade de sermos mais críticos quando se trata de incorporar as tecnologias digitais de informação e comunicação [TDIC] na escola, não o fazendo levados por, sou eu quem assim afirma, slogans [Ah, como são perigosos os slogans!]  ou pelo que seria, para alguns ao menos, um modismo. Até para que não nos vejamos presos na “areia movediça” do nosso próprio discurso.

A introdução de novas tecnologias no processo produtivo seria  provocadora de uma – natural e justificada – resistência dos trabalhadores. Resistência que, como Jarbas destaca, não é uma atitude condenável. A resistência surge até porque, muitas vezes, a entrada das tecnologias nos setores produtivos como que desaloja trabalhadores, faz até com que algumas ocupações desapareçam, causando inevitavelmente, redução nas oportunidades de emprego.

Tendo essa perspectiva, Jarbas alerta para a necessidad de que uma  reflexão quanto a esse aspecto – risco e resistência – seja levada em conta na definição de políticas de capacitação de professores para o uso das TDIC.

Mas aí acabo intrigado. Estaria a chegada das TDIC colocando em risco o emprego de professores? Ou poderia – como já acontece em escolas da rede particular de ensino – colocar em risco o emprego daqueles professore que não as utilizam?

Espero que os leitores deste meu blog possam contribuir para o debate e, principalmente,ajudar-me ao trazerem mais elementos para uma reflexão.

Até porque o meu convencimento pela resistência de (muitos) professores quanto à incorporação das TDIC na escola nada tem a ver com riscos da empregabilidade, notadamente na escola pública, onde o fator estabilidade lhe dá a segurança para fazer tudo, ou nada.

Entendo que a resistência dos professores está na perspectiva (conveniente) de manutenção de suas velhas e carcomidas práticas de ensino. Incorporar as TDIC exigirá novos (a)fazeres, tirando os professores de sua zona de conforto, exigindo que saiam  – não do emprego, da escola – de seu espaço de acomodação.   

Para ler todo o post do Jarbas, clique aqui

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